quinta-feira, 4 de março de 2010

Caminhada no mestre alvaro

Veja no youtube em http://www.youtube.com/watch?v=ulD-AXLcdFM

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

A vida como ela realmente é.- O que ser eis a questão

 

O que ser eis a questão.

 

“Eduardo abriu os olhos, mas não quis se levantar

Ficou deitado e viu que horas eram

Enquanto Mônica tomava um conhaque

No outro canto da cidade, como eles disseram...”

(Legião urbana)

 

Uma linda história! Mais linda ainda pois acontece todo dia, não é um conto de fadas, não é algo extraordinário, mas é o dia a dia, algo que acontece comigo, com você, e com todos. Contêm em si a mais pura verdade, duas vidas maravilhosamente resumidas pelo Legião. E quem não se identifica com ela? Quem já não se colocou no papel do Eduardo ou da Mônica? Mas agora me diga o Eduardo e a Mônica que começaram a canção são os mesmo ao final dela? Eles possuem a mesma vida, as mesmas idéias? Ou mudaram? Pausa para reflexão, (garçom uma cerveja! Só tem chope...).

Acho que ninguém irá dizer que sempre somos os mesmos. Todos sabemos que mudamos durante nossas vidas, a morte de uma pessoa querida, casamentos, estudos, mudanças de casa. Tudo isto nos afeta e nos molda. Não, com certeza não, o Eduardo e a Mônica do fim da canção não são os mesmos do inicio da canção. Pode ser que o Eduardo ainda continue jogando futebol de botão e a Monica ainda tenha tinta no cabelo. Mas são outros. Ou como dizia um tal de Heráclito de Éfeso:

“Um homem nunca entra no mesmo rio duas vezes, pois quando ele entrar pela segunda vez  a aguas do rio já não serão as mesmas, nem será o mesmo homem.”

Tudo muda. A única coisa coisa que permanece constante é a mudança. Todos sabemos disto, mas de vez em quando temos que pensar nisto de novo para não esquecer. Certo, certo, sei que eu já disse isto, mas porque fico repetindo isto? Que cara chato sou eu! Bom, se tudo muda, de um modo ou de outro, “COMO” muda? Para onde vai nos levar a mudança? O que fazer? ou:

“Ser ou não ser, eis a questão: será mais nobre
Em nosso espírito sofrer pedras e setas
Com que a Fortuna, enfurecida, nos alveja,
Ou insurgir-nos contra um mar de provações
E em luta pôr-lhes fim?”

( Hamlet – Shakespeare)

 

Bonitas palavras de nosso amigo! Mas já um pouco fora de uso, (as coisas mudaram!) então vamos brincar um pouco com elas para entende-las. O que o caboclo ai em cima quer dizer é: Devemos lutar contra o destino, contra as mudanças, ou deixar que o destino nos leve. A “Fortuna enfurecida” não é o dinheiro enfurecido não!, Não quer dizer que o Silvio Santos vai embulhar uma nota de 100 em uma pedra e te acertar a cabeça perguntando: “Quem quer dinheiro!”. Fortuna no caso quer dizer, “sorte”,”acaso”, coisas que não dependem de nós. Então me diga você. A gente deve lutar contra a vida ou fazer como um de nossos grandes poetas da vida disse: “Deixa a vida me levar, vida leva eu!” Zeca Pagodinho, o genial!

Bom, quem me conhece já sabe o que vou falar: “mais ou menos...”. Vamos voltar a idéia do rio do “seu Heráclito”. Eu diria que a vida não só é parecida com um rio no sentido em que ela está a todo instante em movimento, mas também é parecida com um rio no sentido em que ela tem sua própria dinâmica. Ela possui sua própria lógica, e como um rio tenta seguir seu caminho até o mar. Que mar é este em que a vida parece tentar desembocar? Isto eu não vou discutir agora, vamos deixar para depois, vamos pensar um pouco nas águas da vida.  É preciso primeiro conhecer a água em si, para depois tentar compreender os rios, lagos, cachoeiras e mares. A água, assim como a vida, parece não gostar muito de tentativas para controlá-la. Não adianta tentar segura-la com a mão fechada e firme tentando forçá-la que a água da vida irá se esvair por entre seus dedos. No entanto quando nos aproximamos com a mão aberta e amiga, ela se deposita calmamente em nossa palma e ai sim podemos conduzi-la. Quantas vezes em nossa vida não tentamos segurar algo com as mãos firmes e não conseguimos? Não seria melhor expor francamente nossa compreensão com a vida e deixar que ela se acomode suavemente em nós? Assim como a água, a vida se acumula, é fácil de controlar pequenos gestos, é fácil verter um copo de água, mas um galão de 20 litros não! Não é melhor em nossas vidas fazer as coisas quando elas se apresentam ao invés de deixá-las se acumularem ao ponto de desabar como uma cachoeira em nossas costas?

Infelizmente a mentalidade de nossa época tem apresentado a vida como uma piscina de águas mansas, onde o que se importar é nadar rápido e em menor tempo. Apresentam a vida como um local onde o homem é o rei, onde tudo é controlado, a temperatura da água, a profundidade, etc, e só depende de você, ou melhor é sua obrigação ser o melhor. Mas piscina é algo artificial, piscinas não se fazem a si mesmas, a vida sim, as águas na natureza, mesmo que sejam em um lago, são bem diferentes de uma piscina e nadar mais rápido muitas vezes significa morrer mais rápido. Nem tudo está sobre nosso controle. O lodo se acumula no fundo e quando cansamos não podemos ficar em pé e descansar. Quem aprendeu a nadar nos rios sabe muito bem que não se nada em linha reta! Não se olha para um ponto na outra margem e vai-se ao encontro dele. Por outro lado, observa-se a correnteza, observa-se a si mesmo, se está cansado, se sente bem. Tenta conhecer o fundo, ver se existe uma ilhota para descansar, pergunta a quem já nadou por ali, e se resolvemos encarar o desafio nadamos, não contra a correnteza, mas a utilizamos a nosso favor, nadando em diagonal e deixando que ela nos leve onde queremos.

“Deixando que ela nos leve onde queremos”. Muitas vezes me pego falando cada besteira! Por que? Porque justamente isto que eu queria falar discutir aqui: onde é que nos queremos chegar? Será que é termos dinheiro e uma vida próspera sacrificando tudo o mais, família, ideais, paz, por isto? Será que é sermos politicamente corretos, sermos tolerantes com o próximo ao mesmo tempo em que não o somos conosco mesmo? É ter fama? É o que? Portanto, a questão, pelo menos para mim, não é “ser ou não ser” é “o que ser”. E cada um deve procurar a sua resposta. Cada um sabe onde o sapato aperta. E devemos nadar não contra, mas seguindo a correnteza da vida tentando alcançar este ponto. Mas se a mesma correnteza não nos permitir chegar lá, não é tão ruim assim, nós nadamos, e pode ser que não tenhamos chegado onde esperávamos mas em um lugar melhor.

 

 

Atenciosamente - Edson

 

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

A vida como ela realmente é

É bonita! É bonita e É bonita! Viver e não ter a vergonha de ser feliz! Nunca uma canção disse tanto em tão poucas linhas. Ah, a vida! Que delicia é poder viver! Que maravilha é acordar de manhã cedo e saber que existem centenas de desafios a serem enfrentados, centenas de problemas a nos aguardar, todos lá, só esperando por nós! Mas problema é coisa rara, melhor deixar alguns para depois, melhor pegar os bons e deixar insolúveis, irmos só aprendendo com eles, cada dia um pouquinho. Porque viver e aprender andam ali juntinhos, de mãos dadas, e para aprender nada melhor que um bom problema! Aqueles que não resolvemos então são os melhores. Quando não resolvemos um problema fica aquela sensação de “ué” de mineiro, aquele negócio de que faltou “só um tiquinho...” para chegar lá, então a gente fala para o problema: “fica quieto ai no seu canto que depois cuido de você”. Mas problema resolvido também é bom, não por se ter resolvido, mas por saber que ainda se tem capacidade de resolvê-los, por saber que pode vir mais que eu estou aqui é para isto mesmo. Pois que venham os problemas! Que venham aos montes, vários de cada vez, pois não estou aqui para brincadeira.

Não estou aqui para brincadeira? É claro que estou aqui para brincadeira! Nada mais sério que uma brincadeira! A vida é uma grande brincadeira, a gente sabe muito bem disto quando é criança. Mas ai vai pegando os probleminhas ali de cima, e ao invés de brincar com eles, vai levando eles a sério. Como se o problema é que importasse, não o como a gente encara ele. Como se a finalidade do jogo fosse ganhar, não jogar. E a gente ganha, e depois quer ganhar mais, e quando perguntam para gente “e ai? Como foi o jogo?” a gente responde “Ganhei!”, ganhei? Que resposta mais besta! Primeiro não te perguntaram se ganhou, mas “como foi”. E a gente não sabe responder! A gente estava lá, estava jogando! E não sabe como foi! Estávamos tão preocupados com ganhar que não sabíamos nem o que estávamos fazendo! Será que estávamos vivos durante este tempo ou só o tempo que estava vivendo em nós? E nesta preocupação de ganhar, vamos deixando a brincadeira de lado, e com nossas “conquistas“ cremos que estamos no mundo real, que tudo é ser bem sucedido, que o demais é um circo de fantasias, mas me diga ... existe algo mais circense que um executivo bem sucedido em seu terninho de bozo em baixo do sol deste pais tropical? Não que isto não seja necessário, faz parte da brincadeira se fantasiar, mesmo que seja de executivo, mas não podemos deixar de lembrar que é uma brincadeira! Não podemos levar tão a sério! Uma boa fantasia ajuda, mas uma boa gravata não pode ser mais importante que você! Não pode estragar seu dia! E quando botamos nosso terno de bozó nada melhor que pensar: “Estou indo para o carnaval da vida!”

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Kant - Critica da razão pura

Kant - critica da razão pura


Infelizmente ainda estou lendo, assim que terminar comento. Mas quem quiser pode baixar aqui

Boa leitura

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Seneca


Sobre a brevidade da vida


Desculpem se estou sem tempo para postar, mas ao menos tento manter links para livros interessantes como Sobre a brevidade da vida, click e salve em seu computador.

domingo, 20 de setembro de 2009

O vento e o tempo

O vento varre as areias do tempo. E no deserto da vida as dunas se movem, algumas começam a se formar, outras a desaparecer, alguma se unem a outras formando imensas cadeias e outras se isolam no meio do nada.

Quem poderá prever o caminho do vento? Quem pode mudar seus caprichos controlando a formação das dunas? existe alguma lógica na formação do deserto? O vento é praticamente imprevisivel, assim como nossas vidas. Algumas vezes traz para nós grãos de segundos, outras kilos de horas e algumas vezes toneladas de anos. E este tempo vai se acumulando em nossas dunas, e de repente, vê-se que aquele simples monticulo se tornou um morro, aquele morro uma montanha.

Assim passamos de crianças a adolescentes, de adolescentes a adultos e de adultos a idosos. Mas quem pode dizer o que é um monticulo e o que é um montanha? Quando se dá a transição? Uma duna pequena para um caminhante cansado é tão intransponivel quanto uma cadeia de montanhas. Assim também é na vida, quem pode dizer quem é criança e quem é idoso? É certo que existem "parametros" culturais que ditam isto mas estes "parametros" são reais?

Existem crianças que devido a sua condição de vida ja viveram esperiências que pessoas com 10 vezes mais sua idade nunca sentiram. E mesmo neste caso será que ter vivido a situação é um bom sinal? Quantas pessoas você conhece que passam por situações dificeis várias e várias vezes sem nunca aprender nada com isto? Enquanto outras que observaram esta situação puderam evita-la sem nunca vivencia-la? Seria a "experiência da idade" igual para todos? O que leva uma criança a se maquiar para parecer mais velha e uma "senhora" a fazer o mesmo para parecer mais nova? Alquem que já em idade avançada resolve "se libertar" esta realmente se libertando ou negando sua condição? Como isto é visto pelas pessoas de mesma idade que ela? Ou pelas pessoas mais novas?

É lugar comum nos filmes e contos o enredo de uma pessoa velha que é julgada pelos outros como um estorvo e no final se descobre que sua experiência de vida é que salva a todos e que seu valor está justamente nisto. Mas vamos parar e pensar um pouco o que é esta "experiencia de vida"? Seriam os conhecimento tecnicos sobre aparelhos e know-how que no mundo atual ja existem mais? Seria seu conhecimento da alma humana que atualmente já é outra? Um jovem hoje pensa o mesmo quando esta era jovem? O mundo continua o mesmo? O que será que esta pensava dos mais velhos quando era jovem? Será que é o mesmo que o jovens pensam dela agora?

O incrivel é que o enredo termina ai. "Uma pessoa idosa é valiosa pela sua experiência de vida, seu conhecimento". E fim. Só não queremos saber que conhecimento é este. Não queremos fazer as perguntas, talves por medo da resposta, talvez para não nos incomodarmos... O certo é que esta pessoa será você amanhã, serei eu. Isto sim é certo, todos envelheremos. E é com este conhecimento que devemos buscar. Talvez ai possamos controlar um pouco o vento que varre as areias do tempo.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Plotino

Plotino


Enéadas


Link para download (inglês)